Rayssa Leal quer diversão na busca pelo ouro e promete novidade em Paris: “É surpresa”
Rayssa Leal é uma das principais candidatas ao ouro no skate street feminino em Paris. Medalhista de prata nas Olimpíadas de Tóquio aos 13 anos, a maranhense tem mostrado uma evolução impressionante nos últimos três anos. A brasileira cresceu, ganhou corpo e, principalmente, evoluiu sua técnica, dominando o cenário internacional da modalidade. Mas para vencer o sonhado ouro olímpico é preciso muito mais do que o aspecto físico ou técnico. Para o bom desempenho, é preciso de uma sinergia entre treinamento, psicológico e felicidade.
– O básico é treinar bastante e ter muita vontade. Mas, eu sei que na hora é muito sobre a cabeça, sabe!? Por isso eu estou me preparando para chegar lá e lembrar do meu skate feliz para tentar diminuir a pressão. Para mim, ser divertido muda tudo – explicou Rayssa.
Desde as Olimpíadas de Tóquio, Rayssa incorporou outros aspectos em sua rotina de preparação. Hoje ela conta com fisioterapeuta, preparador físico, psicóloga entre outros profissionais. A saúde mental, por exemplo, passou a ganhar um espaço fundamental na vida da skatista.
– Tudo foi muito novo, depois da Olimpíada foi um boom. Então comecei a fazer terapia, e isso vem me ajudando muito a me entender. A gente vai amadurecendo, entendendo melhor as coisas. É muito bom ter uma profissional me ajudando – contou Rayssa.
A idade e maturidade também fazem a diferença na hora de competir nos Jogos Olímpicos. Comentarista de skate do Grupo Globo, Geninho Amaral explica como o tempo possibilita novas manobras.
– O corrimão, que era gigantesco quando ela tinha 12 anos, agora vai estar mais fácil pela força, pela concentração, pela técnica desenvolvida nesse tempo. Então acho que também é muito importante esse desenvolvimento da parte corporal porque facilita para algumas manobras e para andar de skate – disse Geninho.